O PÚBLICO trouxe na semana passada um artigo com sete dicas para acabarmos com o inferno dos presentes. Achei-o interessante porque, de facto, dar prendas é uma coisa deliciosa e receber também deveria ser! O problema é que os esquemas sociais que nós próprios criamos (e prometemos pôr fim a cada ano, mas sempre reincidimos) transformam esses prazeres num toma-lá-dá-cá terrível (do incontornável par de meias às prendas iguais compradas a quilo...). Ninguém se sente bem ao receber prendas apenas por obrigação. Ninguém gosta de acumular objectos inúteis em casa.
PS. Por razões financeiras e geográficas, este ano não há prendas para ninguém. Tenho mesmo muita pena, pois adoro escolher a dedo prendas para as pessoas de quem gosto. As duas únicas excepções serão os meus pais, para quem comprei com enorme prazer coisas personalizadas.
PS. Por razões financeiras e geográficas, este ano não há prendas para ninguém. Tenho mesmo muita pena, pois adoro escolher a dedo prendas para as pessoas de quem gosto. As duas únicas excepções serão os meus pais, para quem comprei com enorme prazer coisas personalizadas.
6 agulha(s):
Pelas mesmas razões, subscrevo.
Era bom que o Natal fosse diferente.
há anos não compro presentes de natal a rodo. e com o credit crunch, então. já dei o principal ao namorado, agora faltam as gracinhas, para não chegar lá de mãos abanando - coisas que eu sei que ele aprecia, mas não são caras. mas não vais ao porto? quero te ver antes do natal. beijos, saudades desesperadoras!
Há uns anos também me cansei desta orgia-consumista-natalícia. E desisti.Em vez de me ir desgastar para centros comerciais e perder horas nas caixas registadoras e nos parques de estacionamento, optei por fazer os presentes que ofereço. Normalmente comestíveis como biscoitinhos de manteiga e doce de castanha. Este ano estou a pensar fazer batons e desodorizantes caseiros (nada comestíveis embora sejam feitos com manteiga de cacau). Mas continuo a sonhar com uma casa e uma mesa suficientemente grandes para poder ter à minha volta as pessoas que realmente importam. E sim, partilhar uma boa refeição continua a parecer-me a melhor forma de celebrar o Natal.
Acho que não tens que pensar assim. Faz uma lista a quem, na realidade te apetece oferecer alguma coisa e não penses em a "quem tenho que oferecer algo ... ", depois, como alguém já sugeriu a imaginação é o limite, mesmo a comprar há sempre coisas baratas e muito giras e, principalmente, que tanto têm a ver com aquela pessoa em especial ...
Não é bom andar na rua gelada, a entrar de loja em loja e a pensar, será que ele gosta! :)
sinto-me privilegiada... mas, no fundo, penso que merecemos essa distinção...
Rita: o problema é que vou passar o Natal com os meus pais no Brasil. E uma grande parte dos meus amigos e parentes mora em Portugal... Mandaria pelo correio? Entregaria no Verao do próximo ano? Achei que nao fazia sentido (embora eu sempre viole as minhas proprias regras quando encontro algo que tem a cara de alguem querido - e eu amo tanta gente!). Resolvi entao usar o dinheiro que tinha destinado para o efeito numa causa concreta e urgente. Nao me arrependo.
Tuki: nao devias andar a ler os posts com a etiqueta "Xmas", sua feia!
Cassandra e Dani: estamos na mesma onda!
Ni: tocaste no ponto certo - o convívio dos que partilham a mesma mesa, o prazer sensorial, a mensagem do filme "A Festa de Babette". Isto, isto sim, é Natal. Há coisa mais bonita do que oferecer a alguém um sabor?
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